Em 1932 com a Revolução Canstitucionalista, Pinheiros teve em sua ruas um "teatro de lutas", onde os casarões da época e também a igreja matriz recém ampliada tiveram suas estruturas seriamente abaladas pelos ataques dos soldados da Revolução. A igreja matriz perdeu vários de seus documentos e registros dentre eles o primeiro Livro de Tombo, muitos outros foram queimados ou simplesmente destruídos pelos soldados da Revolução. Dizem os mais vividos do local que a perda só não foi maior pelo socorro dos fiéis que correram para apagar o incêndio que começava a consumir a matriz.
Entendendo a Revolução de 1932desde o tempo do império, o país era adminstrado alternadamente por presidentes paulistas e mineiros conhecido como "café com leite". O então presidente Washington Luiz, no final de seu mandato escolheu para seu sucessor o paulista Julio Prestes. O governador mineiro Antonio Carlos, não o aceitou da decisão de Washington Luiz, pois de acordo com o "café com leite" a suscessão da presidência deveria ser por algum candidato mineiro. Então Antonio Carlos disse que se o próximo presidente não fosse mineiro, também não haveria de ser um paulista, e desafiou indicando o governador gaucho Getúlio Vargas.
Julio Prestes manteve sua candidatura arranhando o "tratado" entre mineiros e paulistas, e ganha as eleições de 1º de março do 1930. Porém, Getúlio Vargas não aceita a derrota e em 03 de outubro do mesmo ano comanda um golpe militar contra o presidente Washington Luiz, que fora deposto.
Getúlio Vargas assumiu como presidente provisório, até serem convocadas novas eleições, e começou a agir como ditador, destituindo todas as autoridades, governadores e prefeitos e nomeou como interventores todos àqueles que o apoiaram no golpe de 03 de outubro. O povo então reagiu, querendo a volta dos valores democrátiocos e liberdade. E às 23 horas da noite de 9 de julho de 1932, sob o comando do General Isidoro Dias Lopes e do coronel Euclides Figueiredo, chefes do Estado Maior Revolucionário, explodiu o movimento militar dos paulistas contra Getulio Vargas, uma guerra civil, o maior conflito militar do Brasil no século XX. Toda a população paulista se uniu nessa luta, desejando trazer de volta certos valores como liberdade e democracia, representados nos objetivos: eleições para presidente e governadores, e uma nova Constituição para o Brasil. Devido a esses objetivos, a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista.
As lutas
Entre São José do Barreiro e Cruzeiro, no sopé da Serra da Mantiqueira, fronteira com Minas Gerais, posicionou-se o grosso da tropa paulista para fazer frente às tropas que viriam do Rio de Janeiro. Na linha Jataí e Areias, posicionou-se força mista de infantaria e artilharia e sobre a ferrovia Central do Brasil, em Queluz, destacamento de infantaria e artilharia. E em outros lugares pelo Estado de São Paulo, outras tropas estabeleceram as defesas das fronteiras.
Os primeiros combates logo ocorreram. Os paulistas nas trincheiras de vanguarda de São José do Barreiro, abriram fogo contra a tropa de Getúlio que avançava na penumbra da estrada, depois de terem tomado Bananal. Atacando pelos flancos, a infantaria paulista colocou as tropas do Getúlio em desvantagem. O combate com muitos tiros durou horas, com grandes perdas de ambos os lados. A tropa getulista não esperava encontrar paulistas aguerridos e destemidos, por isso recuaram, correndo. Como as espadas que muitos deles tinham à cintura atrapalhassem a fuga, os soldados foram tirando da cintura a bainha com a espada e o cinto, largando-os por onde corriam. No amainar dos combates, já altas horas da noite, a tropa paulista, conforme já planejado, recuou para uma melhor posição, no morro Fino, grande morro em São José do Barreiro. Nas trincheiras, naquela madrugada dos
primeiros combates, os soldados receberam uma garrafinha de café, uma latinha de leite condensado, pão e bolachas.
A participação de Pinheiros

Pinheiros fazia parte da chamada Frente Norte juntamente com Bananal, São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Lavrinhas, Queluz, Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Lorena, Cunha, além de Guaratinguetá e Aparecida do Norte. Estava incumbido de arrecadar donativos e fundos o então preposto do Coleto e escrivão da Coleteria Federal de Pinheiros o Sr. Sebastião Novaes e distrubuir os donativos aos soldados entricheirados, a Santa Casa de Misericórdia de Pinheiros passou a recolher os soldados feridos mas logo por decisão federal fora extinta junto com as demais das outras cidades.

Pinheiros recebera armas anti aéreas para experimento no qual fora registrado o momento de sua demonstração na antiga ponte da cadeia pelo Jornal "A Gazeta" em 04 de setembro de 1932, onde de lá seguiram pelo sopé da Serra da Mantiqueira até a fronteira de Engenheiro Passsos, juntando-se aos soldados de Queluz.