Por ato do presidente da província em 12 de agosto de 1845, a capela curada de Pinheiros e a capela curada da Barra Mansa do Jacú, no município de Queluz, formaram então o Distrito de Paz de Pinheiros que pela Lei nº 32 de 13 de março de 1846, foi denominado São Francisco de Paula dos Pinheiros. Com este nome foi elevado a município pela Lei nº 87 de 27 de junho de 1881, tendo sido depois renomeado para Pinheiros pela Lei nº 1.021, de 06 de novembro de 1906.
A Lei nº 1.592 de 28 de dezembro de 1917 criou o distrito de Lavrinhas distando seis quilometros de Pinheiros pertencentes a este município. O Decreto nº6.448 de 21 de maio de 1934 reduzia novamente o município à condição de distrito e os dois passaram a ser subordinados ao município de Queluz.
Pela Lei nº 3.041 de 04 de setembro de 1937, foi novamente elevado a município constando os distritos de paz de Pinheiros e Lavrinhas. O decreto nº 14.334 de 30 de novembro de 1944, novamente extinguiu o distrito de Pinheiros incorporando-o a Lavrinhas e elevou esta a município.
O distrito de Paz de Pinheiros foi mais uma vez criado com sede no povoado do mesmo nome e com terras desmembradas da sede do município de Lavrinhas, pela Lei nº 233 de 24 de dezembro de 1948.
Conta atualmente dos distritos de paz de Lavrinhas e Pinheiros pertencem a Comarca de Cruzeiro. Embora a sede do município seja em Lavrinhas, a sede da paróquia continua sendo em Pinheiros.


foto da matriz

Matriz São Francisco de Paula dos Pinheiros

Matriz São Francisco de Paula dos Pinheiros, fundada em 1820 por Manoel Novaes da Cruz e Honório Fidélis do Espírito Santo. A igreja ainda possui em seu interior a arquitetura original com paredes feitas em taipa como na época. Mesmo sendo alvo de balas e canhões na Revolução de 1932, a estrutura ainda possui firme com suas vigas de madeiras que vai do alicerce ao teto, sem contar de seu notável coro que ocupa todas as laterais superiores em forma de "U". Em seu interior encontramos a mitologia do padroeiro em sua arquitetura, onde os 06 arcos laterais simbolizam as ondas de um mar revoltoso querendo engolir os fiéis que se encontram no interior da nave e o arco ao presbitério simboliza a passagem da vida terrena para a vida eterna de onde está o santo em seu trono intercedendo pela salvação dos povos.



quinta-feira, 9 de julho de 2009

Participação de Pinheiros na Revolução Constitucionalista de 1932

Em 1932 com a Revolução Canstitucionalista, Pinheiros teve em sua ruas um "teatro de lutas", onde os casarões da época e também a igreja matriz recém ampliada tiveram suas estruturas seriamente abaladas pelos ataques dos soldados da Revolução. A igreja matriz perdeu vários de seus documentos e registros dentre eles o primeiro Livro de Tombo, muitos outros foram queimados ou simplesmente destruídos pelos soldados da Revolução. Dizem os mais vividos do local que a perda só não foi maior pelo socorro dos fiéis que correram para apagar o incêndio que começava a consumir a matriz. Entendendo a Revolução de 1932

desde o tempo do império, o país era adminstrado alternadamente por presidentes paulistas e mineiros conhecido como "café com leite". O então presidente Washington Luiz, no final de seu mandato escolheu para seu sucessor o paulista Julio Prestes. O governador mineiro Antonio Carlos, não o aceitou da decisão de Washington Luiz, pois de acordo com o "café com leite" a suscessão da presidência deveria ser por algum candidato mineiro. Então Antonio Carlos disse que se o próximo presidente não fosse mineiro, também não haveria de ser um paulista, e desafiou indicando o governador gaucho Getúlio Vargas.

Julio Prestes manteve sua candidatura arranhando o "tratado" entre mineiros e paulistas, e ganha as eleições de 1º de março do 1930. Porém, Getúlio Vargas não aceita a derrota e em 03 de outubro do mesmo ano comanda um golpe militar contra o presidente Washington Luiz, que fora deposto.

Getúlio Vargas assumiu como presidente provisório, até serem convocadas novas eleições, e começou a agir como ditador, destituindo todas as autoridades, governadores e prefeitos e nomeou como interventores todos àqueles que o apoiaram no golpe de 03 de outubro. O povo então reagiu, querendo a volta dos valores democrátiocos e liberdade. E às 23 horas da noite de 9 de julho de 1932, sob o comando do General Isidoro Dias Lopes e do coronel Euclides Figueiredo, chefes do Estado Maior Revolucionário, explodiu o movimento militar dos paulistas contra Getulio Vargas, uma guerra civil, o maior conflito militar do Brasil no século XX. Toda a população paulista se uniu nessa luta, desejando trazer de volta certos valores como liberdade e democracia, representados nos objetivos: eleições para presidente e governadores, e uma nova Constituição para o Brasil. Devido a esses objetivos, a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista.

As lutas

Entre São José do Barreiro e Cruzeiro, no sopé da Serra da Mantiqueira, fronteira com Minas Gerais, posicionou-se o grosso da tropa paulista para fazer frente às tropas que viriam do Rio de Janeiro. Na linha Jataí e Areias, posicionou-se força mista de infantaria e artilharia e sobre a ferrovia Central do Brasil, em Queluz, destacamento de infantaria e artilharia. E em outros lugares pelo Estado de São Paulo, outras tropas estabeleceram as defesas das fronteiras.

Os primeiros combates logo ocorreram. Os paulistas nas trincheiras de vanguarda de São José do Barreiro, abriram fogo contra a tropa de Getúlio que avançava na penumbra da estrada, depois de terem tomado Bananal. Atacando pelos flancos, a infantaria paulista colocou as tropas do Getúlio em desvantagem. O combate com muitos tiros durou horas, com grandes perdas de ambos os lados. A tropa getulista não esperava encontrar paulistas aguerridos e destemidos, por isso recuaram, correndo. Como as espadas que muitos deles tinham à cintura atrapalhassem a fuga, os soldados foram tirando da cintura a bainha com a espada e o cinto, largando-os por onde corriam. No amainar dos combates, já altas horas da noite, a tropa paulista, conforme já planejado, recuou para uma melhor posição, no morro Fino, grande morro em São José do Barreiro. Nas trincheiras, naquela madrugada dos primeiros combates, os soldados receberam uma garrafinha de café, uma latinha de leite condensado, pão e bolachas.

A participação de Pinheiros
Pinheiros fazia parte da chamada Frente Norte juntamente com Bananal, São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Lavrinhas, Queluz, Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Lorena, Cunha, além de Guaratinguetá e Aparecida do Norte. Estava incumbido de arrecadar donativos e fundos o então preposto do Coleto e escrivão da Coleteria Federal de Pinheiros o Sr. Sebastião Novaes e distrubuir os donativos aos soldados entricheirados, a Santa Casa de Misericórdia de Pinheiros passou a recolher os soldados feridos mas logo por decisão federal fora extinta junto com as demais das outras cidades.
Pinheiros recebera armas anti aéreas para experimento no qual fora registrado o momento de sua demonstração na antiga ponte da cadeia pelo Jornal "A Gazeta" em 04 de setembro de 1932, onde de lá seguiram pelo sopé da Serra da Mantiqueira até a fronteira de Engenheiro Passsos, juntando-se aos soldados de Queluz.

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